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Dados públicos · IBGE · Joinville/SC

Divórcios em Joinville: os números de 2024

Joinville registrou 1.560 divórcios e 3.792 casamentos em 2024, o que dá 41 divórcios para cada 100 casamentos. Apurado direto na base do IBGE.

Município de Joinville, registros de 2024
Indicador2024
Casamentos3.792
Divórcios1.560
Divórcios por 100 casamentos41

O que 41 para cada 100 diz sobre Joinville

Joinville fica em 10º entre as 13 cidades que acompanhamos, num intervalo que vai de 10 a 63 por 100. Não são os mesmos casais: o divórcio de 2024 corresponde a um casamento de anos atrás, então a proporção mede acúmulo, não a safra do ano.

Na vizinhança imediata da tabela, Botucatu aparece logo acima, com 46 por 100, e Porto Alegre vem logo abaixo, com 32. A diferença de Joinville para as duas é de 5 e 9 pontos.

Seis anos de registro em Joinville

Divórcios concedidos por ano
AnoDivórcios
2019 1.508
2020 — menor da série 1.339
2021 1.743
2022 — maior da série 1.787
2023 1.746
2024 1.560

O menor número da série é de 2020, e a explicação não é conjugal: cartórios e fóruns funcionaram de forma restrita na pandemia, e processos escorregaram para os anos seguintes.

Joinville ficou praticamente estável no período: a variação de 2019 para 2024 foi de apenas 3%. É um dos padrões mais planos da rede.

O que estes números não dizem

Divórcio não é sinônimo de traição. Nenhum cartório registra o motivo da separação, e desde 2010 o divórcio não exige apontar culpado. Não existe estatística oficial de infidelidade no Brasil.

O que os registros mostram é quando os casamentos terminam. Em Santa Catarina, 28,9% dos divórcios de 2024 aconteceram até o quinto ano — e o pico é o quinto ano, não o primeiro. Analisamos essa curva em detalhe aqui.

Vale lembrar que o recorte acima é do município. Quem mora em Jaraguá do Sul, São Francisco do Sul, Araquari e região registra na comarca correspondente, e esses números entram em outra linha da estatística — ainda que, na prática, o atendimento em Norte de Santa Catarina seja o mesmo.

Se você está com uma suspeita em Joinville

O dado do quinto ano mostra que as pessoas convivem anos com o problema antes de agir, e esse intervalo cobra um preço técnico: vestígio digital tem prazo de validade. Cada foto tirada, aplicativo instalado ou atualização sobrescreve espaço na memória, e o que é sobrescrito não volta.

Se o caso pode virar processo, preserve antes de decidir: não use o aparelho, não instale nada, não restaure de fábrica. A decisão de seguir pode esperar; o vestígio não.

Fonte: IBGE, Estatísticas do Registro Civil, tabelas 1695 e 4412, dados de 2024, consultadas em 6 de setembro de 2026 pela API do SIDRA.

Fale com quem vai cuidar do caso

A primeira conversa é sigilosa e sem compromisso. Você explica a situação e recebe uma resposta honesta sobre o que dá e o que não dá para fazer.